Máscara de Vampiro

Depois de um longo tempo, estou de volta. Foi uma pausa para pensar e digerir o que foi o 2º Congresso LatinoAmericano de Origami que este ano aconteceu em Santiago – Chile e organizado pelo OrigamiChile.

Andei pensando acerca do que o Eric Madrigal disse sobre a criação numa das conversas que tivemos. O que ele havia dito é que precisamos incentivar o impulso de criação nas pessoas que gostam de dobrar. E incentivar a criar não apenas aquelas criações complexas que já nos acostumamos a ver pela internet, mas também figuras básicas e intermediárias que atinjam um público amplo – o exemplo que ele me deu foi a revista da Nippon Origami Association – NOA – que publica mensalmente dezenas de diagramas de figuras do cotidiano da cultura japonesa.

Nesses dias fiquei pensando em como fazer isso. E como eu só consigo mostrar um caminho se eu próprio for percorrê-lo, acabei tentando criar algumas figuras.

Como é difícil gerar esse impulso de criação do nada, o que fiz foi escolher uma das figuras que gosto de dobrar muito – é a Máscara de Pã de Kunihiko Kasahara que já sei dobrar decor – e comecei a alterar algumas dobras dela. No origami original, não há troca de cor, mas eu acabei incluindo mais essa intenção na criação. Dessa forma, já consegui fazer algumas máscaras diferentes e ontem me veio a ideia de fazer uma máscara de vampiro, inspirado pelo dia das bruxas. O resultado foi este aqui da foto abaixo…

Origami Máscara de Vampiro

Reparem que os dentes do vampiro ficaram de outra cor. Sem esse detalhe, eu creio que a máscara não seria tão bacana.

Reforçando o que já disse, o fato bastante interessante é que para criar, não precisamos nos focar naqueles modelos ultra-complexos, nem ao menos nos preocupar em quão realista o modelo irá ficar. O foco está em criar algo e se deleitar com essa atividade. Tendo incutido esse impulso em si, aí sim, podemos nos envolver em criar algo mais complexo, se este for o seu desejo. Se não for, também está tudo bem. Veja lá na revista NOA – como foi sugerido pelo Eric – o quanto há de coisa legal e repare que a maioria deles não passa do nível intermediário de dificuldade.

Essa foi a minha primeira abordagem para a criação e tenho esperança que dessa forma eu consiga mostrar caminhos para que hajam mais criadores de origami no Brasil.

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3 Comentários
  1. JPAP
    29 outubro 2011 | Responder
  2. 29 outubro 2011 | Responder

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