Origami no Embu das Artes
Para quem não conhece, Embu é um município da Grande São Paulo e fica a cerca de 30 kilômetros do centro de São Paulo. A cidade é famosa por abrigar diversos artistas e artesãos que mantêm por lá seus ateliês. Todos os domingos é realizada uma feira de arte e artesanato pelas ruas da cidade.
É nesta cidade que Carlos Eduardo Mac Quillin – Killin – tem o ateliê Viela Olho d’Água em parceria com a Cristina Vio desde 2007.
Killin combina diversas técnicas em suas peças artísticas: o Origami, o Kirigami e o Quilling dando-lhes uma identidade própria. Participou de exposições em Madrid (1996) e em Barcelona (2001 e 2002).
A entrevista
- Como você relaciona a arte do origami com as ciências exatas? A sua formação em Engenharia Elétrica tem alguma influência em sua arte? Como?
O Origami é pura geometria. Poderíamos falar em traçar a bissetriz deste ângulo, porém é mais compreensível dizer dobrar ponta com ponta ou então dividir o papel nos quatro quadrantes, mas é mais fácil dizer dobrar lado com lado duas vezes. A minha formação acadêmica ajudou a entender os diagramas com muito mais facilidade, mas não vejo nenhuma influência da Engenharia Elétrica na minha arte.
- Como foi o processo de profissionalização no origami? Quando você percebeu que era possível deixar a profissão anterior e se tornar origamista em tempo integral?
Este processo foi acontecendo gradualmente e de forma natural. Fiz os cursos de origami enquanto trabalhava numa firma de projetos elétricos. Após fazer meu primeiro quadro começaram a surgir encomendas de amigos do escritório.
Em 1989 decidí sair de SP e mudar radicalmente minha vida. Fui para a Bahia (Arraial D’Ajuda) e construí uma pousada. Mais uma vez o Origami participou da minha vida, quando decorei os apartamentos com quadros e painéis.
Em 1992 fiz minha primeira exposição e no ano seguinte abrí uma pequena galeria de arte só com Origami.
Desde então tenho feito exposições no Brasil e exterior. Agora, retornando à São Paulo decidí abrir uma loja em Embú.
Assim aconteceu o processo de profissionalização. Passo a passo o Origami foi substituindo a engenharia, e depois a pousada. Hoje trabalho em tempo integral com Origami.
- Você considera que o sucesso no exterior é imprescindível para obter reconhecimento no Brasil? Principalmente quando falamos de arte? Como você encara esse reconhecimento?
Não. Qualquer artista pode ter reconhecimento no Brasil, desde que apresente qualidade, originalidade e beleza em seus trabalhos. É claro que o reconhecimento no exterior ajuda muito. Há muitos artistas que são reconhecidos lá fora e ficam no anonimato aqui. Acontece que no exterior a arte é mais reconhecida. Na Europa você respira arte nas ruas. Enquanto por lá você pode andar tranquilamente pelas ruas apreciando as obras de arte expostas pela cidade, aquí você anda olhando para os lados com medo de ser assaltado ou de um sequestro relâmpago.
- Você participará da Convenção Anual de Origami USA/2008 em Nova Iorque. Como será a sua participação? Estará presente no evento?
Estarei presente na Convenção Anual do Origami USA em junho próximo em NY. Participarei como expositor e aluno. Lá terei a oportunidade de expor alguns trabalhos meus, juntamente com vários outros origamistas do mundo inteiro. Para isto há que ser associado. Eu sou desde 1987.
Lá também temos a oportunidade de assistir aulas com alguns mestres do Origami e aprender vários modelos novos, além do intercâmbio com pessoas do mundo inteiro.
Também poderemos comprar livros e papéis.
- Palavras adicionais se quiser…
Estou muito feliz com a receptividade das pessoas com a loja em Embú. Estou tendo a oportunidade de mostrar meus trabalhos e o incentivo de criar quadros em Origami diferentes do Origami convencional japonês. É uma nova perspectiva de uma arte milenar e tradicional.
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Quem quiser visitar o ateliê, o endereço é
Viela Olho D’Água
Rua Nossa Senhora do Rosário, 45, Embu das Artes.
Ateliê: sábado, domingoe feriados. Das 10 às 18 horas






























Fui aluna do Killin, aqui no Arraial d’Ajuda,da técnica “quilling”.Hoje estou começando uma oficina aproveitando o máximo dos ensinamentos desse mestre fantástico.Fico feliz em saber do sucesso que ele tem alcançado em São Paulo, afinal, por onde ele passa é assim, deixa rastros de alunos que se tornam amigos e saudades de boas risadas.
Muito boa a matéria e as informações.Um dia faço o curso de origami. Por enquanto estou me aperfeiçoando no quilling. Mais sucesso!
Dalva Maria Baptista
Dalva,
obrigado pelo seu depoimento.
Volte sempre para conferir as novidades…
abraço
Após ler a matéria, pensei: quando eu for até o Embú, farei uma visita ao atelie para conhecer os trabalhos.
Então domingo 20/12/09 estive lá, logo na chegada, o anuncio de Origami presente, com peças gigantes indicando o caminho!
Fiquei encantada com os quadros…
Parabéns!!
Cida.