Filhote de Cão: Tingindo Papel no Origami
Uma coisa muito interessante que aprendi lá no Congresso LatinoAmericano de Origami foi o tingimento de papel. O Eric Madrigal nos apresentou toda a teoria e prática em sua oficina, já que ele é especialista em tingir papéis para os origamis que dobra. Para vocês terem uma ideia de como ele faz isso, visitem a página dele no flickr.
Uma coisa bastante importante é a diferença entre pintar e tingir o papel. Normalmente confundimos um e outro, afinal de contas, em ambos damos colorações ao papel que antes não existiam.
Pintando Papel
Quando pintamos, o que fazemos é adicionar uma camada de tinta ao papel no que resulta no aumento da gramatura do mesmo. Neste processo, o miolo do papel fica intacto, e se o papel rachar durante o processo das dobras, a sua cor inicial ficará aparente. Este é um efeito indesejado na maioria das vezes, pois dá uma aparência mal-acabada ao origami.
Tingindo o Papel
Por outro lado, quando tingimos, fazemos com que os pigmentos das tintas penetrem no miolo do papel. Neste processo, o papel, mesmo ao rachar, não apresentará aquela aparência rasgada tão aparente. As tintas que são normalmente usadas aqui são as que são solúveis em água. Isto porque o papel em sua composição utiliza adesivo que é solúvel. Assim, ao tingirmos, o próprio papel passará a absorver as cores em seu interior.
Tingimento em Ação
A forma mais eficiente que consegui tingir foi diluindo bastante a tinta acrílica fosca em água. A proporção foi de 1:5, ou seja, para uma porção de tinta, usei 5 de água. Vejam como ficou…

No filhote da esquerda, dilui menos a tinta e fiz apenas uns borrões com o pincel. No da direita, pintei por quase toda a superfície do papel com a tinta mais diluída. Em ambos, gostei bastante do resultado. O papel que usei foi um sulfite salmão na gramatura 80g/m². Neste caso em que o papel tem baixa gramatura, o ideal é dobrar o modelo só depois que o papel estiver bem seco, caso contrário ele pode rasgar. Ou se você quiser utilizar um papel com maior gramatura – acima de 150g/m² – você pode se beneficiar da umidade da tinta e usar a técnica da dobra úmida – wet folding.
Para aqueles que gostaram do modelo e quiserem se aventurar a dobrá-lo, vou avisando que esse modelo é viciante… Já dobrei mais de 15 deles… e ainda contando…
Origami Puppy Dog – Autor: Edwin Corrie
Divirtam-se criando a sua matilha de filhotes malhados. ![]()
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Que tal pigmentação com corantes naturais? ksks
Luiz,
achei bacana a sua ideia de extrair corantes vegetais. Você tem alguma referência online para eu referenciar?
Pretendo fazer um post aqui e aí coloco o link para as pessoas buscarem como fazer…
abraço
Bom Norberto, infelizmente ha muito pouca coisa sobre a extração de corantes vegetais e também minerais… na verdade, se você colocar no Oráculo “extração de corantes naturais”, mais de 70% estará falando de Urucum… que realmente dá um belo de um corante, mas estes não se resumem somente a isso não é?
Bem, posso portanto estar disponibilizando uma tabela onde são indicadas as cores a serem extraídas, quais vegetais, os elementos tintóricos destes vegetais, os métodos (que você pode ter como base o documento lá do Facebook) e os fixadores adequados…
Estarei enviando esta por email…
Luiz,
beleza… só que me mande para o e-mail do gmail… hotmail para mim não serve para nada… tá largado às traças.
De qualquer forma, pensei que o seu estudo sobre corantes estivesse online, já que assim mais pessoas ficariam sabendo como fazer…
abraço
Quem sabe crio um espaço só para isso, bem simples, mas só para mostrar… enfim, reenviei…